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Sistemas de Impressão – Como é feito?#1

Sistemas de Impressão

Eu sou Pedro Luis Braghin Batista e te convido a conhecer o mundo dos Sistemas de Impressão.

 

Muito bem. O tempo todo nos deparamos com “coisas” impressas. Pode ser um saco de pão, uma camiseta, caneca, documento, livro ou outro.

Mas como será que essas coisas são feitas? Você já reparou que até uma caneta pode ser impressa? Uma lata de refrigerante? Um outdoor?

Ok. Se os materiais (substratos) podem ser muito diferentes, logo as máquinas que os imprimem também.

Existem muitos tipos de impressão. Cada um para atender uma determinada característica. Vou esclarecer alguns tipos aqui, juntamente com suas características.

 

1 – Xilogravura

Então, você conhece esse? Dizem que provavelmente foi o primeiro tipo de reprodução que apareceu depois das cópias manuais. Tratava-se de caracteres ou imagens que eram entalhadas – em relevo – em um bloco de madeira. Essa parte era a mais difícil, pois era praticamente artística. Mas depois de pronta, era entintada e pressionada contra o papel, papiro, pergaminho, tecido ou outra coisa que tinha naquela época. Há relatos de que isso começou na China, mas como foi encontrado em outras partes do mundo, não se sabe quem realmente teve a ideia.

Agora, você acha que tudo evoluiu e que a Xilogravura ficou obsoleta?

Errado! Observe quando alguém carimba e assina um documento. Isso mesmo, o carimbo nada mais é do que uma determinada grafia entalhada ficando em relevo. Você a entinta na “espuminha” e carimba. Isso mesmo, ainda usamos a xilogravura.

Características:

– Sistema de impressão direto (a matriz entra em contato direto com o substrato)

 

2 – Tampografia

A tampografia é um tipo de impressão muito curioso. Com ela podemos imprimir em objetos irregulares como canetas, canecas, chaveiros e outros que a imaginação permitir.

Trata-se de uma matriz encavográfica de metal, gravada a laser ou química. Você entalha a placa de metal com a imagem que deseja. Entinta a matriz (a tinta fica depositada nos entalhes da imagem). A máquina tampográfica pressiona uma borracha macia contra a matriz e fica entintada. Daí, é só posicionar o objeto e imprimir essa “borracha” que irá se moldar na superfície do objeto.

É um tipo de impressão Indireta, pois a matriz nunca entra em contato direto com o objeto/substrato.

 

Antes de continuar, não se esqueça de conhecer outros posts... tem bastante coisa para você!

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3 – Tipografia/Linotipo

Tipo assim… é um sistema muito importante no passado. Gutemberg imprimiu a famosa Bíblia de 32 linhas com uma prensa de madeira que iniciou esse processo incrível.

É um sistema direto que consiste em formar textos letra por letra. A dificuldade é que, por ser direto, precisa ser escrito espelhado. Coloca uma página de revista virada para o espelho e tenta ler… Pois é… é como ler aquele adesivo escrito “Ambulância” sem usar o retrovisor. Gutemberg demorou 10 anos para reproduzir a Bíblia com esse processo.

Com o tempo, os caracteres de madeira foram substituídos pelos metálicos, onde era possível, inclusive, digitar em um teclado e a máquina fundia as letras em chumbo. Esse processo mecanizado é chamado de Linotipo.

O “montador” era um profissional muito especializado. Tinha que ser habilidoso. Montar a escrita de grandes textos para jornais, por exemplo, além de ser escrito invertido, tinha que ser bem rápido.

Após montar os textos letra por letra e prensá-los, as “placas” de texto era posicionadas nas impressoras onde os caracteres em relevo eram entintados e presados contra o papel, gerando assim a impressão do texto.

Quem se lembra das máquinas de escrever, lembra daqueles pequenos “tipos” – retangulos com letras em relevo- que “batiam” numa fita com tinta e gravavam o papel. Dá para ter uma idéia de como era.

 

4 – Litografia

A litografia é um processo muito interessante. Começou na França e envolvia não só a mecânica, mas também a química.

Sabemos que a água repele o óleo. Com esse princípio criou-se um sistema em que as letras ou a imagem em si (grafismo) não presisavam estar em relevo. Ou seja, foi um sistema direto, porém plano.

Consistia em um artista desenhar com uma tinta gordurosa em uma pedra porosa. Quando estava seco, tinha-se uma matriz de repodução planográfica. Então a pedra era molhada. A água ficava na parte porosa (hidrófila) mas não aderia à imagem por ser feita com tinta a base de óleo (Lipófila/hidrófoba). Sendo assim, podia-se aplicar tinta em toda a pedra com um rolo que a tinta só iria aderir onde tivesse afinidade, ou seja, onde tem a imagem desenhada com tinta.

Toda a extensão da pedra que não tem imagem, por estar molhada, não deixa a tinta grudar. Logo, tinha-se apenas a área de imagem entintada.

Daí por diante era só prensar a pedra contra o papel ou outro que se queria imprimir. Foi muito usada por artistas e propagandas.

 

5 – Rotogravura

A Rotogravura, ou Roto como é conhecida, é um processo desenvolvido para altas tiragens.

É feito da seguinte forma: A matriz é um cilindro metálico. A imagem que se deseja imprimir é gravada na superfície do cilindro com uma ponta de diamante. Ou seja, a imagem a ser impressa fica gravada de forma “encavográfica”. Quando o cilindro recebe tinta líquida, a tinta penetra nesses “furos” chamados de “alvéolos”. O excesso da tinta no cilindro é removido com uma lâmina.

Durante a impressão, a imagem formada é passada diretamente para o substrato. Este sistema só permite reprodução rotativa (o plástico ou papel a ser impresso precisa ser alimentado em bobina).

É um sistema muito caro devido a gravação desse cilindro. Porém é muito rápido e suporta altíssimas tiragens sem comprometer a matriz

 

6 – Serigrafia

Usado principalmente para impressão de tecidos ou aplicação de vernizes e efeitos que necessitam de secagem Ultra Violeta.

Consiste em gravar a imagem negativa em uma tela de tecido resistente. Toda a área de contra grafismo (área que não se deseja imprimir) fica impermeável à tinta, enquanto a área de imagem fica com a “trama” do tecido aberta.

É uma impressão direta pois a tela entra em contato diretamente com o suporte. Ao se pressionar a tinta contra a tela, a mesma só ira passar na parte da imagem.

É possível usar lineaturas diferentes de tecido para aplicar mais ou menos tinta, podendo fazer efeitos em relevo e efeitos criativos.

 

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7 – Offset

Desenvolvida a partir da junção de sistemas, contemplando características que permitem altíssima qualidade e grandes tiragens.

Consiste em gravar uma matriz de alumínio plana e usando o mesmo princípio da Litografia, separa-se o grafismo do contra-grafismo usando o princípio de repulsão água/óleo.

É um sistema indireto – ou seja, a matriz não entra em contato com o suporte, logo precisa de um cilindro intermediário chamado porta-blanqueta.

São muitos os fabricantes e tecnologias hoje em dia, possibilitando cada vez mais automação, velocidade e qualidade.

Os equipamentos permitem alimentação do papel em folhas ou bobinas, sendo conhecidas como máquinas planas ou rotativas.

podem imprimir desde papéis extremamente finos (papel bíblia, por exemplo) até cartões bem espessos (1mm de espessura) podendo imprimir frente e verso ao mesmo tempo e até agregar dobra e outros acabamentos.

Muito usada em tiragens médias e altas para editorial, promocional e cartonagem/embalagens, a impressão offset garante bastante flexibilidade de produtos, variando conforme a imaginação do cliente x designer.

 

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8 – Digital

São muitas as tecnologias que envolvem impressão digital. Desde as impressoras domésticas que conhecemos até grandes rotativas. A impressão Digital tem ganhado força e qualidade ultimamente. Permite dados variáveis, ou seja, cada folha impressa pode ser diferente da anterior (o que os outros sistemas não conseguem fazer por ter uma matriz gravada).

Existem vários tipos: térmicas, eletrostática, jato e outros que usam arquivos digitais e os imprimem em sequência, podendo alternar de vários tipos de papéis e uma gama de cores geralmente maior que outros sistemas de impressão.

Muito usada para convites, cartões de visita, malas diretas e outros de baixa tiragem.

 

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9 – Flexografia

A Flexo é um sistema desenvolvido para atender suportes flexíveis como o plástico, por exemplo. (sacolas de mercado é um bom exemplo).

Consiste em um tipo de impressão direta, onde a matriz entra em contato com o suporte. Essa matriz é um polímero onde a imagem é gravada e depois a área de contra-grafismo é removida, deixando a parte de imagem em relevo.

Esse polímero – também conhecido como clichê – é adesivado em um cilindro onde recebe tinta e imprime nos suportes flexíveis. O sistema evoluiu muito com o passar do tempo e inclusive surgiram máquinas híbridas que agregam vários sistemas de impressão. É a melhor opção para plásticos e rótulos adesivados.

 

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Cada sistema aqui descrito tem a sua complexidade. Não tem como saber tudo de todos os processos… então, continue sua pesquisa… o caminho certo é aquele em que nunca paramos…

 

Dedicado à Samuel Barão

 

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