Skip to main content
Leitores colorimétricos integrados

Leitores Colorimétricos Integrados – Offset Plana

Leitores Colorimétricos Integrados

Sou Pedro Luís Braghin Batista e te convido a conhecer o mundo da colorimetria!

Neste post vou descrever o uso dos leitores automáticos que as máquinas modernas utilizam. Os leitores de Lab instalados em equipamentos modernos trabalham constantemente, fornecendo ao impressor, valores e gráficos colorimétricos. Eles comparam o impresso com um padrão estabelecido. Essas diferenças podem ser corrigidas automaticamente ou apenas apresentadas para que o impressor a faça.

Durante o processo de impressão, tanto leitores colorimétricos quanto os densitométricos visam de forma básica, manter a mesma tonalidade desde o início até o fim da tiragem. A grande diferença entre eles está no set-up.

Com um densitômetro, o impressor efetuará o acerto baseado na densidade padrão. Só deverá alterar se houver prova e esta precisar de “ajuste”, ou se o cliente assim solicitar. O fato é que a densidade apenas ajudará a manter as cargas que o olho humano não consegue quantificar e as vezes até mesmo perceber.

Já os leitores colorimétricos, estes vão além. Por serem pouco compreendidos por parte dos impressores, na maioria das vezes não são usados com seu máximo desempenho.

Para um leitor funcionar, é preciso uma seqüência de informações.

Os padrões devem ser gerados baseados na norma ISO, nas leituras encontradas no teste, ou qualquer outra que se defina. O importante é compreender o objetivo da empresa e do cliente para não se usar um padrão errado.

Eu sugiro criar um padrão usando os valores encontrados no teste-form. O mesmo que se encontrou a densidade padrão. Esta representará a carga ideal para que a tinta, ao secar, atinja o melhor Lab.

E outra, foi com essa carga que os ganhos de ponto foram ajustados. Qualquer outra carga, descaracterizará o teste, e representará variações não previstas dos ganhos de ponto.

Na seqüência, entra uma parte bastante controversa, pois diz respeito ao papel.

Como os papéis são muito diferentes e na maioria das gráficas não se consegue trabalhar com um único fabricante, todo o trabalho de padronização fica em alerta.

Ao se usar um papel colorimetricamente diferente do padrão, este influenciará em tons claros de forma muito visível, principalmente tons de pele, fundos claros, tons acinzentados e outros.

O fato é que ao fazer a leitura do Lab para este caso, o software modificará a carga de tinta para compensar a coloração do papel, de modo a alcançar o melhor Lab, mesmo com o papel diferente.

Colorimetricamente falando, seria perfeito, mas isso impacta em um grande impasse: ao modificar o padrão de tintagem (densidade) para fazer esta compensação, compromete-se a densidade padrão, e conseqüentemente o ganho de ponto.

No caso das cores sólidas estas ficarão ajustadas, porém as áreas reticuladas sofrerão a influência da variação e divergirão da prova.

Neste ponto deve-se definir muito bem o objetivo da gráfica, pois na falta de uma prova de cor, o impressor deverá acertar compensando ou não a cor do papel?

Se compensar ele alcançará um Lab mais próximo do padrão, mesmo com o papel diferente, mas de contra partida, não poderá garantir a reprodução adequada das retículas mediante a variação do filme de tinta.

Mais uma vez eu sugiro, neste caso, ignorar a coloração do papel, e trabalhar com a tintagem sem compensação, garantindo assim a mesma carga definida no teste, e assim mantendo os ganhos de ponto.

Lembrando novamente que cada empresa tem seu objetivo, seu padrão, seu cliente e principalmente, sua cultura. Cada item aqui discutido é aberto a interpretações.

Grande abraço!

 

Leia mais: Conteúdo completo!

Pedro L. Braghin

Leitores Colorimétricos Integrados

Leitores Colorimétricos Integrados

Leitores Colorimétricos Integrados

Leitores Colorimétricos Integrados

Leitores Colorimétricos Integrados

Leitores Colorimétricos Integrados

Share This:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *