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Curvas de Compensação de Ganho de ponto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá,

 

No post anterior eu comentei sobre alguns dos tipos de compensações que existem na área gráfica. A curva que compensa o “ganho de ponto” é a mais conhecida, principalmente por quem trabalha com impressão offset.

A “curva” nada mais é do que um “pré-ajuste” das retículas. Estas são pequenos pontos que formam as imagens impressas. Isso mesmo, pegue uma revista e olhe bem de perto.

O problema é que esses pontos de tinta são transferidos para o papel (ou substrato) por pressão. E quando isso acontece, estes tendem a aumentarem de tamanho. Isso é inevitável e gera perda de contraste e divergências entre o design projetado (provas de cor) e o impresso propriamente dito.

Esse aumento de ponto não é linear, ou seja, não obedece um aumento proporcional em áreas claras, medianas ou escuras, necessitando de medições em cada porcentagem de imagem para se determinar o quanto cada tamanho de ponto aumentou.

Cada máquina possui uma característica diferente e como as condições de impressão são altamente variáveis, tudo modifica a reprodução dos pontos. Sendo assim, para cada equipamento, tipo de papel, tinta, chapa, blanqueta, solução de molha, enfim, tudo, deve-se (ou recomenda-se) ter uma “Curva de compensação”.

Com um teste simples de medição de porcentagem de retículas com um Densitômetro, pode-se tabelar o aumento de ponto que uma certa condição de impressão gerou. Conhecendo estes valores, pode-se “prever” como será o ganho de ponto e “antecipar” essa característica.

Essa “Curva de Antecipação” é levada até a pré-impressão onde, através de softwares, essas informações são inseridas no CTP (Computer to Press –  Que é um sistema de gravação de chapas computadorizado) e ao gravar as imagens nas matrizes, estas estão “corrigidas”, ou seja, os pontos são “gravados” nas chapas de reprodução com um tamanho “menor”, baseado no quando se notou que ele aumenta ao ser reproduzido, fazendo com que a impressão atinja a tonalidade requerida.

Esta calibração se refere à reprodução mecânica dos equipamentos e condições. Todo e qualquer fator implicante pode, e vai, mudar a fidelidade desse gerenciamento, tais como: temperatura ambiente e umidade relativa muito variáveis, regulagens mecânicas e operacionais, desequilíbrio de água x tinta (farei um post sobre isso), excesso de pressão de impressão entre outros.

Para a calibração da Curva de Ganho de ponto, ou TVI como vem sendo chamada, toda gráfica com um densitômetro pode fazer. Isso irá garantir um padrão interno e muitos problemas de divergência entre prova e impresso serão resolvidos. No entanto, para entrar em conformidade com a ISO 12647-2, é necessário um trabalho de gerenciamento de cores mais complexo, que envolve aparelhos diferentes, como os espectrofotômetros, que servirão para encontrar a tintagem ideal (densidade) que a tinta que se está usando atende melhor ao L*a*b* certificado (padrão colorimétrico universal que as tintas primárias e sobreposições secundárias devem atender).

 

Para quem já conhece sobre o assunto, espero ter contribuído com algo a mais,

para quem está buscando esse conhecimento pela primeira vez, me contate, tire mais das suas dúvidas.

 

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um grande abraço

 

Pedro L. Braghin

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