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Condutividade da Solução de Molha

Condutividade

Eu sou Pedro Luís Braghin Batista e te convido a conhecer o mundo da Solução de Molha!

 

A solução de molha é muito importante no processo offset. Sem ela, não haveria a”Mágica”!

A principal característica da impressão offset é que usa-se água para a separação da imagem (leia mais no meu post sobre tipos de impressão). Porém não é água pura. Para um bom desempenho é necessário acrescentar alguns aditivos, conhecidos como Solução de Fonte

Existe uma infinidade desses aditivos, no mercado, sendo que pode variar a química conforme a necessidade. No geral, a sua principal função é estabilizar o pH da água e diminuir a tensão superficial, o que faz com que uma quantidade de água consiga cobrir uma maior área. (Tem outras funções com anti-espumante, anti-bactericida, goma, secagem e outros).

Isso é muito importante pois, embora necessária, a água atrapalha outras questões como a transferência da tinta, a secagem e o brilho. Por isso, precisamos usar o mínimo possível.

Geralmente as soluções são misturadas de 3 a 5% na água, podendo receber ou não álcool isopropílico. Vai encontrar um post completo sobre esse assunto, não deixe de ler.

 

Vou agora deixar uma dica muito importante para quem prepara manualmente a solução de molha:

Cada % importa, e muito! Então muito cuidado na hora de fazer a mistura. É muito comum usar recipientes diversos, galões ou baldes sem marcação de volume. Isso é uma porta aberta para o erro. Se for usar algo assim, certifique-se que o volume está correto, e faça marcações.

A forma correta de preparar uma solução manualmente é a seguinte: Para preparar 20 litros de solução de molha, por exemplo, com 4% de solução de Fonte, NÃO se deve colocar 20 Litros de água e depois acrescentar 800ml do aditivo. Essa é a forma errada!

O correto é colocar 19,2 litros de água e 800ml de solução, gerando 20 litros a mistura total.

Caso use 10% de álcool isopropílico, deve-se fazer o seguinte: 17,2 litros de água, 800ml de solução de fonte e 2 (dois) litro de álcool.

O álcool deve ser colocado aos poucos para não reagir com a solução.

Uma vez preparada, a solução precisa ser monitorada. Como o álcool é muito volátil, é necessário usar um alcoômetro (densímetro) e repor o álcool constantemente. Tem equipamentos que fazem isso automaticamente, mas se for manual, deve-se manter a atenção para que o volume de álcool não diminua muito, necessitando repor muito de uma vez.

Conforme a água circula no sistema, mangueiras e banheiras, ela entra em contato com rolos, tinta, sujeiras, pó de papel e outros. Boa parte da água é absorvida pelo papel. Uma parte evapora, mas ainda sim a mior parte retorna para o sistema. Ao fazer isso leva consigo partículas sólidas e/ou químicas que vão se incorporar à solução de molha.

Uma forma de monitorar a qualidade da água é medir a Condutividade elétrica da solução. Cada químico tem sua propriedade e pode conferir uma condutividade à solução, e essa característica pode ser usada para verificar a sua condição.

NÃO se deve controlar a condutividade. Ela é apenas um número para se monitorar. Caso ela aumente muito, não deve-se acrescentar água ou álcool para diminuí-la!

Vou explicar melhor

 

Antes de continuar, não se esqueça de conhecer outros posts, ok? Comente, compartilhe! Posso contar com você?

 

A água pura (da torneira) tem pouca condutividade (200 a 400uS aproximadamente). Ao se acrescentar solução de fonte, essa condutividade aumenta proporcionalmente. Existem soluções podem chegar a conferir mais de 4000uS!

Conforme a solução circula no sistema e carrega impurezas, essa condutividade inicial aumenta. Isso porque as partículas de sujeira formam uma “ponte” que aumentam capacidade de condução elétrica.

Quando a condutividade aumenta devido essa sujeira, o impressor pode se assustar e achar que é excesso de solução de fonte. (mas não é). E o que ele faz? Ele coloca água! Ao diluir a solução, é claro que a condutividade vai diminuir, mas assim só está diluindo a concentração de solução, pois a sujeira vai continuar lá.

Isso vai gerar muitos problemas, pois lembra que eu falei que cada % importa? Então, se antes tinha 3% e o operador diluiu com mais água para diminuir a condutividade, agora está com 2%.

Vou explicar o que acontece quando se diminui muito a solução: o químico não tem “força” o bastante para “tamponar”, ou seja, para estabilizar o pH. Se isso ocorrer, vai desequilibrar toda a interação! Água, tinta, emulsão, transferência. Isso vai gerar velaturas, manchas, variação de cor e outros.

Não era mais fácil trocar a solução suja e pôr uma nova?

Vou repetir: não tentem controlar a condutividade. Deve-se apenas monitorá-la. É normal a condutividade aumentar com o uso. Estabeleça um limite. sempre que ele for atingido, deve-se trocar a solução, e NÃO remediar.

Outra coisa é que o álcool não conduz (ou não deveria conduzir) corrente elétrica. Logo, se aumentar a concentração de álcool a condutividade vai diminuir! Esse é um erro gravíssimo! Já vi operador aumentar de 10 para 15% de álcool só para que a condutividade abaixasse. Para quê? Condutividade é só um monitor! Não se deve controlar a condutividade, lembra? Ainda mais com álcool!

Bom, outro fator muito importante é a temperatura.

Ela altera um pouco a condutividade, mas não é isso que eu vou falar sobre ela. Quando o equipamento de refrigeração não é muito estável e permite que a temperatura oscile, ocorrem vários problemas na impressão e o operador se desespera. Nesse momento ele aumenta a quantidade de álcool isopropílico. Isso ajuda a diminuir a rotação de molha, mas acaba pegando outros problemas com a mão: velaturas, emulsão excessiva, secagem, brilho e alguns outros.

Defendo muito a substituição do álcool. Produzir sem ele é um passo à frente! No entanto, quem ainda não quer ou não conseguiu trabalhar sem ele, deve tomar cuidado e usar o mínimo possível. Abusar dele, não só sai caro como também pode diminuir a qualidade.

 

Outro ponto importante sobre o álcool é que muitas empresas não dispõem de um alcoômetro. O operador usa o “cheirômetro” para medir, ou seja, ele “cheira” a solução para identificar se tem ou não álcool. Além do problema “saúde”, não se tem precisão alguma e isso atrapalha a correta dosagem.

Quando tem-se o alcoômetro, poucos sabem realmente usá-lo.

Vou explicar:

A medição com um aparelho desses não é real até que se compense duas coisas: a temperatura e a densidade.

Isso porque essas variáveis interferem diretamente na medição. Logo, é preciso conhecer a densidade da solução de fonte que está se usando e a porcentagem exata também; medir a temperatura e usar tabelas prontas para conhecer o real percentual de álcool isopróílico.

Caso não se observe essas compensações, pode-se facilmente achar que tem 10% de álcool, quando na verdade se tem 14%!!!! Então cuidado!

Outra coisa muito interessante é a configuração correta das curvas de molha. Tenho um post sobre isso, não deixem de ler!

Bom, acho que falei um pouquinho sobre molha offset, mas esse assunto é bem complexo! Se tiver outras dúvidas, comente!

 

Condutividade

 

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Leia um livro!

 

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4 thoughts to “Condutividade da Solução de Molha”

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