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12 Dicas para Calibrar Curva de Tinta e Molha

A Curva de Compensação de Velocidade de Molhagem é um recurso pouco conhecido pelos operadores e envolvidos. Esta curva, em conjunto com a Curva de Compensação de Velocidade de Tinta é um recurso valioso para evitar/minimizar a variação de Tintagem durante a operação de impressão.

Toda a “rolaria” das máquinas offset estão engrenadas à um único sistema: o Motor elétrico. No entanto, a rotação do Alimentador de tinta (rolo do tinteiro),do imersor e do dosador de molha é proporcionada por motores independentes e individuais. Isso porque em diferentes velocidades da rolaria, a transferência de molha e também da própria tinta, não se dá exatamente à mesma proporção.

Ou seja, se o equipamento está estabilizado e com um bom equilíbrio de água e tinta e por algum motivo se altera a velocidade de impressão, todo esse equilíbrio se compromete, podendo causar maior ou menor entintamento, levando à variações de tonalidade.

Essas Curvas são editáveis e não só podem, como devem ser alteradas sempre que uma condição do equipamento mudar. Notei por várias ocasiões a necessidade de alterar as Curvas só pela época do ano (muito calor ou muito frio), sendo que de tinta para tinta também muda muito.

Existem test-forms para esta calibração, mas consegui bons resultados, inclusive com bastante precisão, testando as alterações em serviços comuns, apenas obedecendo algumas “regras”.

Primeiro: Sempre tenha uma cópia! Antes de qualquer coisa, copie ou crie um um jogo para você editar. Se algo não funcionar, você não perde as configurações anteriores.

Segundo: Comunique! Todos os operadores e envolvidos devem estar cientes que estão sendo feito testes;

Terceiro: Sempre faça alterações quando a máquina está em funcionamento similar a várias horas. Não faça se for o primeiro serviço do dia, ou se trocou alguma coisa (blanqueta, solução de molha).

Quarto: Calibre a curva quando tiver algum serviço de set-up similar, como uma sequencia de cadernos (mesmo formato, tintagem parecida, mesmo papel), e com uma tintagem mediana (30% a 40% de imagem), pois se exigirem muita carga ou uma carga muito baixa comprometerão a calibragem.

Quinto: Tenha o discernimento de fazer alterações quando a máquina está perfeitamente estável (relação de água x tinta e outras condições), em outras palavras, a tiragem devem ser razoável (mais de 5000 impressos);

Sexto: Estabilize o equipamento a pouco mais da metade da velocidade máxima. Exemplo: Se o equipamento atinge 15000 impressões por hora, faça o set-up a 9000.

Sétimo: Com o equipamento estável, reduza 3000 giros por hora, ou seja, se estava a 9000, reduza para 6000 impressões por hora e observe a tintagem (use densitômetros, espectros ou leitores integrados. Se não dispor desses equipamentos, não faça o teste!). Caso a “carga de tinta” tenha diminuído, vá até a curva de molha e diminua a porcentagem de molha para aquela velocidade. Agora, se a “carga” aumentou, então diminua na curva de tinta. Nunca aumente a porcentagem de molha para reduzir a carga e nunca aumente a carga de tinta antes de tentar diminuir a de água. Isso é muito importante para um perfeito equilíbrio.

Oitavo: Acerte novamente a tonalidade e espere estabilizar. Assim que estável, volte a aumentar 3000 impressões por hora. Analise e repita as instruções anteriores para essa velocidade.

Nono: Faça isso para outras velocidades, sempre alterando de 3000 em 3000 giros por hora, até acertar todas as velocidades que a máquina atinge.

Décimo: Geralmente essas alterações não ocorrem no momento da alteração, por isso deve ser configurada novamente no próximo set-up e deve ser repetido tudo de novo, quantas vezes forem necessárias até que se atinja a melhor estabilização possível, independente da alteração da velocidade.

Décimo Primeiro: A curva precisa ser renomeada de acordo com a condição, como o nome da tinta e o ano, por exemplo, para que em uma futura alteração, tenha-se um banco de dados compreendido por todos.

Décimo Segundo: Saiba que variações pequenas são normais. O processo envolve muitas interações, físicas, químicas, mecânicas, ambientais e técnicas que podem causas alterações. Não se espante se isso acontecer, mas busque entendê-las e prevê-las sempre que possível.

 

Tenha curiosidade, seja Proativo! Conheça os recursos que você tem e use-os a seu favor! Tenha uma ótima produção!

 

Não se esqueça de conhecer meu e-book!

Grande abraço,

Pedro L. Braghin

 

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